











Sob a direção de Maria Grazia Chiuri a grife mostra coleção super básica contrapondo-se à coleção anterior
Maria Grazia Chiuri, que marcou sua trajetória na Dior com o slogan “We should all be feminists” (Todos deveríamos ser feministas), iniciou seu novo capítulo na Fendi em Milão com um novo mantra: “Less I, more us” (Menos eu, mais nós). A coleção de estreia foca na coletividade e na moda sem gênero.
O Conceito: Guarda-Roupa Compartilhado e Transversal
A principal inovação de Chiuri para a Fendi é a dissolução das fronteiras entre os gêneros binários (feminino e masculino).
- Filosofia: A designer propõe um “guarda-roupa transversal”, onde casacos, jaquetas e calças são criados pela mesma equipe para ambos os sexos, variando apenas o tamanho.
- Objetivo: Criar peças universais e desejadas, focadas no desejo do coletivo (“eles/elas”) em vez de uma imposição individual da designer.
Análise da Coleção: Realismo e Artesanato
A coleção foi recebida como uma proposta realista e acessível, priorizando clássicos bem executados em vez de excessos luxuosos.
- Paleta e Estilo: Predomínio do preto, evocando sobriedade e viabilidade comercial. Temas militares, jeans e toques boêmios também marcaram presença.
- Peças de Destaque: Coletes folclóricos com pele, macacões de voo verde-exército e jaquetas de motocross em preto e amarelo.
- Elegância Tradicional: A alfaiataria impecável de Chiuri apareceu em sobretudos de lã, saias plissadas e vestidos de veludo com estética dos anos 1920.
Homenagens e Colaborações Culturais
O desfile foi rico em referências à história da moda e ao legado da marca romana:
- Karl Lagerfeld: Golas de couro branco usadas como chokers serviram como tributo ao designer que liderou a Fendi por cinco décadas.
- Kim Jones: Fechos de tiras cruzadas em jaquetas referenciaram o trabalho do antecessor de Chiuri na linha feminina.
- Irmãs Fendi: As cinco fundadoras foram homenageadas em cachecóis de futebol com a frase “Enraizada, mas não estagnada”, da artista Sagg Napoli.
- Arte Italiana: Colaboração com o espólio da escultora Mirella Bentivoglio em joias e camisetas gráficas.
Sustentabilidade e Acessórios
Os acessórios resgataram ícones da marca, como as bolsas Baguette decoradas — um retorno às raízes de Chiuri, que iniciou sua carreira na Fendi em 1989. Quanto ao uso de peles, a marca enfatizou que todas as peças foram remodeladas a partir de peles já existentes, uma resposta direta aos protestos ativistas que ocorreram do lado fora do evento.
Confira o desfile na íntegra:
