Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria


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Filme australiano pode dar o Oscar a Rose Byrne, mas tem muito mais a oferecer além da ótima atuação

Estreia esta quinta no Brasil Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria. Rose Byrne está no papel principal do filme australiano que deu a ela em 2025 o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim. Ela também está indicada a vários prêmios como Critic’s Choice e Globo de Ouro, portanto uma indicação ao Oscar de melhor atriz é bem provável.

Rose está maravilhosa no filme, mas além de sua ótima atuação, descrita por muitos críticos como a melhor de sua carreira, é preciso falar de Mary Bronstein. A diretora australiana criou um conceito bastante singular para mostrar a luta de uma mãe lidando com uma filha com necessidades especiais. Bronstein subverte as expectativas de um drama familiar tradicional ao tratar a exaustão materna com a linguagem e a intensidade de um filme de terror e suspense.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um drama com toques de humor ácido e thriller psicológico que acompanha o colapso nervoso de Linda (a personagem de Rose Byrne), uma terapeuta e mãe sobrecarregada vivendo no limite da exaustão. O título encapsula a sensação de impotência. Refere-se ao sentimento de querer reagir ou lutar contra a situação, mas estar tão mutilada emocionalmente ou presa nas circunstâncias, que a reação parece impossível. É um grito de raiva abafado.

O filme parte de uma premissa de “drama de superação” e a transforma em um pesadelo sensorial, usando elementos de thriller psicológico para fazer o público sentir fisicamente o nível de estresse da protagonista. A vida de Linda começa a desmoronar quando uma série de crises atinge simultaneamente sua rotina.

O conceito inusitado de tratar a maternidade como um filme de terror psicológico gerou reações intensas. A comparação mais comum feita pela crítica é com o filme Jóias Brutas, dos irmãos Safdie, estrelado por Adam Sandler, uma produção da Netflix. Assim como em Jóias Brutas, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é descrito como uma experiência de ansiedade ininterrupta, não dá descanso: é barulhento, caótico e claustrofóbico de propósito.

Alguns críticos alertam que o filme pode ser um “teste de resistência”. Para quem já viveu situações de burnout materno ou cuida de familiares doentes, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria pode ser um “gatilho” fortíssimo, de tão realista que é a sensação de claustrofobia.

O elenco conta ainda com Conan O’Brian, A$ap Rocky, Christian Slater e a ótima atriz australiana Danielle Macdonald.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria estreia dia 1º de janeiro no Brasil. Confira o trailer:

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