Chanel alta costura primavera verão 2026


Bitsmag

Desfile volta ao Grand Palais de Paris com time de celebridades na primeira fila

O desfile de Alta Costura Primavera-Verão 2026 da Chanel, realizado no final de janeiro em Paris, foi um dos marcos mais importantes da década para a maison. Ele celebrou a estreia oficial de Matthieu Blazy (ex-Bottega Veneta) na direção criativa, encerrando o longo período de transição após a era de Virginie Viard.

Blazy trouxe uma visão que muitos críticos chamaram de “Alta Costura da Realidade”, focando em uma leveza radical e na essência do que Coco Chanel originalmente propunha: liberdade de movimento.

🏛️ O Cenário: O Jardim de Vidro no Grand Palais

O desfile marcou o retorno triunfal da marca ao Grand Palais, totalmente restaurado. O cenário era onírico: uma floresta de estruturas de vidro e animações que evocavam pássaros e cogumelos gigantes.

  • O Conceito: Uma pausa no caos do mundo. Blazy buscou um “estado de sonho”, onde a natureza e a tecnologia se encontram de forma poética.

🧵 A Coleção: “A Leveza do Ser”

A grande marca desta coleção foi a desconstrução do peso. Blazy pegou os códigos rígidos da Chanel e os tornou fluidos.

  • O “Tweed de Papel”: O clássico tecido de lã foi reimaginado. Blazy desenvolveu tramas tão finas que pareciam papel ou seda, permitindo que os icônicos tailleurs se movessem como uma segunda pele.
  • Couture do Cotidiano: Em um movimento ousado, ele apresentou versões de “calça jeans e regata” feitas inteiramente de musseline de seda e micro-bordados, elevando o básico ao nível de obra de arte.
  • Simbolismo dos Pássaros: Bordados de penas e estampas de pássaros em pleno voo dominaram a segunda metade do desfile, simbolizando a emancipação feminina e a leveza da nova silhueta Chanel.

👜 Acessórios e Detalhes

  • A Bolsa “Carta de Amor”: Uma nova it-bag de alta costura feita de musseline estruturada que parecia um envelope selado, uma alusão às correspondências de Gabrielle Chanel.
  • Casting Diversificado: Pela primeira vez em anos, a Chanel apresentou um grupo de modelos de idades e perfis muito variados, reforçando que a roupa de Blazy é feita para “viver”, e não apenas para posar.

A estreia de Matthieu Blazy foi recebida com entusiasmo, embora com algumas ressalvas sobre a “simplicidade” extrema. Enquanto alguns sentiram falta do volume dramático tradicional da alta costura, a maioria dos especialistas elogiou a coragem de humanizar a marca. Blazy não tentou imitar Karl Lagerfeld; ele voltou ao espírito pragmático e rebelde da própria Coco.

Bitsmag