





Novo filme de Stephen Spielberg volta à temática do contato com alienígenas
Stephen Spielberg é praticamente uma instituição da indústria do cinema, uma verdadeira sumidade da indústria. Em Dia D ele retorna ao questionamento da vida em outros planetas e o eventual contato com seres de outros mundos.
Estreia esta quinta no Brasil o novo filme do diretor de E.T. O Extraterrestre (1982) e de Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977), dois marcos da ficção científica americana. Dia D (Disclosure Day) completa a reflexão sobre alienígenas. Trata-se de um roteiro original, escrito a partir de um argumento criado pelo próprio Stephen Spielberg. David Koepp, um dos colaboradores assíduos do diretor, assina o roteiro, ele que já havia escrito Jurassic Park, O Mundo Perdido, Guerra dos Mundos e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.
O processo criativo envolveu 42 versões do roteiro até que se chegasse ao resultado final. Spielberg voltou ao tema depois de ler uma matéria investigativa do jornal The New York Times de 2017: Glowing Auras and ‘Black Money’: The Pentagon’s Mysterious U.F.O. Program que revela a existência de um programa secreto do Pentágono para investigar OVNIs.
A partir dali, Spielberg passou cerca de dois meses escrevendo um argumento de 50 a 60 páginas sobre o impacto global de a humanidade descobrir, sem sombra de dúvidas, que não está sozinha. O foco do filme é o peso ético, político e psicológico do controle dessa informação em um mundo moderno já bastante fragmentado.
Dia D não é uma sequência de E.T. O Extraterrestre e nem de Contatos Imediatos do Terceiro Grau. É uma propriedade intelectual completamente nova e independente. Apesar disso a crítica especializada e os próprios realizadores apontam o filme como um sucessor espiritual dessas obras. Enquanto Contatos Imediatos do Terceiro Grau trazia o deslumbre e a obsessão pela descoberta, e E.T. O Extraterrestre focava na inocência e no sentimento puro da infância, Dia D traz os alienígenas para a nossa realidade geopolítica atual com reflexão que envolve até mesmo religião.
Filmes em cartaz:
É um filme sobre a paranoia moderna, a velocidade da informação e a dívida se a sociedade atual está preparada para encarar a verdade. A assinatura visual clássica de Spielberg está toda lá como os feixes de luz marcantes, a trilha grandiosa e emocionante de John Williams e a cinematografia cirúrgica de Janusz Kamiński, mas a roupagem é de um thriller de ficção científica urgente para os dias de hoje.
Em Dia D o mundo muda para sempre quando Daniel, um brilhante especialista em cibersegurança de uma corporação privada de tecnologia, consegue hackear servidores ultra-secretos do governo e rouba dados que provam, sem margem para dúvidas, o contato milenar do Pentágono com inteligências extraterrestres. Decidido a não deixar a verdade morrer, ele vaza os arquivos na internet, forçando o chamado Dia D (Disclosure Day), o dia em que governos globais são obrigados a admitir publicamente que a humanidade não está sozinha no universo.
A revelação, no entanto, não traz o deslumbre pacífico do passado, mas sim uma onda instantânea de paranoia geopolítica, colapso financeiro e histeria em massa. Enquanto o planeta tenta processar a nova realidade, fenômenos físicos estranhos começam a afetar civis comuns ao redor do mundo. A trama acompanha uma corrida contra o tempo onde a informação é a arma mais perigosa, e os segredos que ainda restam escondidos podem ditar a sobrevivência ou a extinção da sociedade moderna.
Quem é Quem: Guia de Personagens
1. Margaret (Emily Blunt)
Margaret é o coração emocional e a âncora humana da história. Longe dos altos escalões do poder, ela é uma mulher comum que trabalha como a “moça do tempo” em um canal de TV do Kansas. No entanto sua vida vira do avesso ao receber a visita de um pássaro vermelho. Sem qualquer explicação médica ou científica, Margaret começa a manifestar “sintomas” biológicos inéditos: ela desenvolve telepatia involuntária e passa a falar e compreender línguas estrangeiras que nunca estudou. Ela se torna, simultaneamente, a maior fascinção da comunidade científica e o alvo mais valioso de agências de inteligência que querem decodificar o que está acontecendo com ela.
2. Daniel (Josh O’Connor)
O homem que acendeu o estopim do mundo. Daniel é o analista de cibersegurança responsável pelo vazamento global dos dados. Ele não é um herói de ação clássico, mas sim um idealista pragmático que acredita que a verdade pertence à humanidade, e não a corporações ou generais. Após o vazamento ele se torna o fugitivo mais procurado do planeta. Caçado pelas autoridades e vivendo na clandestinidade, Daniel precisa usar toda a sua inteligência tecnológica para sobreviver enquanto tenta entender a gravidade total das engrenagens que ele mesmo colocou em movimento.
3. Arthur Pendelton (Colin Firth)
Colin Firth deixa de lado seus papéis de bom moço para interpretar o grande antagonista de bastidores do filme. Arthur Pendelton é o CEO implacável da megaempresa de tecnologia onde Daniel trabalhava. Pendelton é a personificação do corporativismo e do “capitalismo alienígena”: sua empresa vinha fazendo engenharia reversa secretamente em tecnologia extraterrestre recuperada há décadas para lucrar bilhões. Com o vazamento ele vê seu império ameaçado e fará absolutamente tudo o que for necessário para silenciar Daniel e recuperar o controle das narrativas globais.
