Destaques e apostas da 44a Mostra de São Paulo

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Artista plástico chinês Ai Weiwei envia dois filmes para o festival

Com a programação reduzida, mas ainda assim com um número de filmes bastante robusto, 198, a 44a Mostra Internacional de São Paulo trás um panorama bem variado da produção de filmes mundial e brasileira. 

O filme de estréia do evento, e que já está com os ingressos esgotados, foi Nova Ordem do mexicano Michel Franco. Vencedor do Leão de Prata e do Leoncino d’Oro Agiscuola do Festival de Veneza e exibido nos festivais de San Sebastián e de Toronto, Nova Ordem mostra uma Cidade do México à beira de uma guerra civil. O casamento de uma jovem rica, Marianne, é o pano de fundo de um cenário de hipocrisia e servidão, mostrando o colapso de um sistema político.

O artista plástico chinês Ai Weiwei comparece com dois filmes. Coronation é um documentário sobre o surto de Covid-19 em Wuhan. Já o longa Vivos é uma ficção sobre um grupo de estudantes mexicanos brutalmente atacados por agressores e pela polícia. 

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Grandes nomes da história do cinema estão na programação. O documentário Kubrick por Kubrick, de Gregory Monro foi exibido no festival Tribeca, de N.York. Frederick Weiseman é outro grande nome na programação que disponibiliza o documentário City Hall, de 2020, que mostra o dia a dia da prefeitura de Boston e os desafios do prefeito Marty Walsh para conseguir suprir os serviços necessários à população. 

O filme chileno Aranha tem o brasileiro Caio Blat no elenco e fala de um grupo de ultra nacionalistas que, nos anos 70, ajudam a derrubar o governo de Salvador Allende.

Mães de Verdade, de Naomi Kawase, fala de gravidez de adolescentes e adoção contando a história de Hikari, uma garota que engravida e é obrigada pela família a dar a criança em adoção. O filme é de uma poesia incrível e muita responsabilidade com o tema.

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Não Há Mal Algum, de Mohammad Hasoulof, é o filme que venceu o Urso de Ouro em Berlim, além do Júri Ecumênico, no mesmo festival. O filme fala da pena de morte no Irã. São quatro histórias com um fio condutor sutil relacionado à busca de liberdade num regime autoritário e tirano. O diretor Mohammad Hasoulof não pode ir a Berlim receber o prêmio porque está banido de viajar para fora do Irã. Não foi a primeira vez que ele lidou com censura e outras decisões ditatoriais. Em 2011 ele e outro diretor iraniano, Jafar Panahi, foram presos por filmar sem alvará. Os dois foram condenados a 6 anos de prisão e banimento da função de produzir filmes por 20 anos. A condenação ocorreu por seu trabalho ser considerado uma propaganda contra o sistema do Irã. Posteriormente a condenação foi reduzida para apenas um ano. 

Jafar Panahi também está presente na programação da mostra com o filme curta-metragem Escondida, dentro de um programa especial que tem curtas de Jia Zhangke, Guy Maddin e outros. 

Na programação de filmes nacionais o Bitsmag aposta em três títulos. O documentário Todas as Melodias, de Marco Abujamra, apresenta uma biografia de Luis Melodia (1951-2017). 

Outra cinebiografia, no caso uma auto-biografia, é o filme Nas Asas da Pan-Am de Silvio Tendler. Desde o autoexílio no Chile, nos anos 70, passando pelos estudos de cinema em Paris e registros cinematográficos de Cuba, União Soviética e Alemanha durante a Guerra Fria, Silvio Tendler conta sua jornada como cineasta. 

Com Andrea Beltrão e a cantora Marina Lima no elenco, Verlust é o novo filme do diretor Esmir Filho. Verlust é uma palavra em alemão que significa “perda”. Perda é exatamente o que vai viver a empresária de artistas Frederica. Em meio a uma crise no casamento ela prepara uma festa de fim de ano e se depara com uma criatura estranha que vem do fundo do mar.

Ícones pop estão na programação, como David Bowie. Stardust, de Gabriel Range, mostra uma das primeiras etapas da carreira de Bowie. Em 1971 o astro vai para os Estados Unidos com a turnê de The Man Who Sold The World. Na estrada com a banda, fazendo shows, ele reconhece que o público não está preparado para sua arte e resolve criar outro alter ego.

Na era dos memes tudo e todos podem ser cancelados. O documentário Feels Good Man conta a história do cancelamento do personagem de cartum Pepe, The Frog o qual, criado há mais de dez anos, acabou virando símbolo da extrema direita americana ao ser tuitado por Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016. O filme venceu o prêmio do Júri Especial de melhor documentário de diretor estreante no Festival de Sundance.

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