Mobile Art: o museu itinerante de Chanel

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Mobile Art Chanel por Zaha Hadid

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Karl Lagerfeld, a arquiteta Zaha Hadid e o curador Fabrice Bousteau são responsáveis por uma das mais arrojadas iniciativas de moda e arte no mundo na atualidade. Mobile Art é um museu itinerante que fica dentro de um container com um design espetacular e com uma exposição de arte da qual participam vinte artistas do mundo todo.

Esses artistas tiveram liberdade total para criar seus trabalhos, inspirados no universo da Chanel e nos elementos da lendária bolsa de matelassê modelo 2.55, criada cinqüenta anos atrás por Mademoiselle Chanel.

O container vai viajar pelo mundo. Agora está em Hong Kong onde fica até abril. Em julho vai para Tóquio, em setembro estará em N.York, em junho de 2009 irá para Londres e em setembro viaja para Moscou. A turnê acaba em Paris, em 2010.

O container tem 700 metros quadrados e um design que o faz sobressair contrastando com a paisagem de prédios de Hong Kong. O curador, o crítico de arte francês Fabrice Bousteau, imaginou a mostra Mobile Art como algo que lembra a entrada virtual dentro de um filme.

Um dos trabalhos mais impressionantes em exibição é o da artista japonesa Tabaimo. Os visitantes sobem em degraus para ver a peça que tem o formato de um poço cujas paredes são cobertas de objetos flutuantes que lembram os sonhos dos clientes de Chanel. No trabalho The Sidewalk (a calçada), do argentino Leandro Erlich, as imagens da Rue Cambon, endereço oficial da Chanel em Paris, são refletidas na água, como se fosse um meio-fio na rua.

Na obra Fifty Years After Our Common Era or Handbags’ Revolt, do grupo de arte russo Blue Noses, caixotes marrom são tela para projeções de mulheres nuas em movimento contínuo. Em um dos caixotes uma mulher bate em outra com a bolsa Chanel. A exposição tem ainda uma obra de Yoko Ono que ocupa uma sala inteira e se chama The Wishing Tree.

Quem quiser continuar a experiência depois da exposição pode passar na loja Chanel que fica bem perto da mostra e comprar a bolsa 2.55, a original, que foi fabricada novamente e custa 3 mil dólares.

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