Beyonce não está trazendo a house de volta porque ela não foi a lugar nenhum


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Robin S e Beyonce

Drake e Charli XCX também estão na onda do som de Chicago

Estamos vivendo uma tendência forte na música pop de revitalização da house music, no caso aquela bem raiz, dos anos 90. Apesar do estilo jamais ter ficado no ostracismo, como aconteceu com o drum’n bass, o gênero dançante está cada vez mais presente na música pop. Entre os über astros que acabam de lançar músicas com base house estão Drake (Massive e Falling Back do álbum Honestly, Nevermind), Beyonce (Break My Soul do álbum Renaissance) e Charli XCX (Used to Know Me).

A música house surgiu das ruínas da disco no final dos anos 70 e veio crescendo no underground por toda a década de 80, nas pistas de N.York e Chicago. O gênero se formou principalmente na The Warehouse de Chicago, onde o novaiorquino Frankie Knuckles tinha residência, e no Paradise Garage de N.York, onde reinava o DJ Larry Levan. 

Nos anos 90 a house explodiu na música pop, em sucessos que viralizaram na MTV, nas rádios e nas pistas. 

Uma música muito impulsionada por produtores negros no final dos anos 70, migrou para a comunidade LGBTQ+ e nunca deixou de fazer sucesso nas pistas do mundo todo. No século 21 foi base de vários subgêneros como Tech House, Acid House, Deep House, Progressive, Minimal e Garage, entre outros. 

Charli XCX escolheu homenagear Show Me Love de Robin S. O sample do hino house é a espinha dorsal da faixa Used to Know Me do álbum Crash, recém lançado. 

A música também é sampleada no super hit Break My Soul de Beyonce. A faixa traz ainda um outro sample que não é house, Explode de Big Freedia. É um sample completamente desnecessário, estraga Break My Soul, na minha humilde opinião…

Drake foi pelo mesmo caminho no novo álbum Honestly, Nevermind nas faixas Massive e Falling Back, juntando rap com house, com resultado pífio, mas não usou nenhum sample de hino house. Teve o apoio de vários produtores de música eletrônica como Gordo, Rampa, Black Coffee e Alex Lustig. 

O saldo, apesar das faixas ficarem bem aquém dos grandes sucessos da house, é positivo. Por um lado revemos a história recente da música eletrônica. Por outro se injeta outras referências na música pop, e isso só enriquece.

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