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Realidade Virtual como conteúdo e vcommerce

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ealidade Virtual como conteúdo e vcommerce
Plataforma de imersão entra no mercado de entretenimento e publicidade em 2016

Um dos painéis mais interessantes do evento Rio Content Market, que aconteceu de 9 a 11 de março de 2016 no Rio de Janeiro, foi o debate A Gramática da Realidade Virtual onde se discutiu a construção da narrativa na realidade virtual, além de perspectivas de produção e possíveis modelos de negócio nesta nova mídia. Apesar desta tecnologia estar sendo desenvolvida há décadas e de estar sendo preconizada como o futuro do entretenimento, ainda não há muitas maneiras de se conferir a realidade virtual, mas já é possível matar a curiosidade. Realidade Virtual como conteúdo e vcommerce

A Oculus Rift já está no mercado de equipamentos de realidade virtual com o visualizador para imersão em 360 graus. Ainda este ano a Samsung promete o lançamento do Samsung Gear, óculos de realidade virtual de alta qualidade. Os óculos funcionam conectados a consoles de game ou a determinados smartfones.
Enquanto as grandes empresas se ocupam com os equipamentos, produtores de conteúdo estão experimentando com o novo formato, mas ainda há muito pouco conteúdo de realidade virtual. A Vice Media e o New York Times estão produzindo conteúdo em realidade virtual em parceria com produtoras como a VRSE (Storytelling for Virtual Reality).

O New York Times lançou no ano passado um aplicativo para visualização de conteúdo em realidade virtual. O lançamento foi marcado pelo envio a 1 milhão de assinantes do jornal de um visualizador de realidade virtual de papelão, encartado na edição de domingo. O lançamento foi patrocinado por marcas como a GE e a MINI que produziram conteúdo de realidade virtual para ser visualizado através do aplicativo e do visualizador de papelão. A Google também tem um desses óculos de papelão.

Desde o lançamento do programa de realidade virtual o New York Times tem continuado a produzir conteúdo para a plataforma, como as vigílias pós atentados em Paris. O aplicativo cobre cultura também como o projeto Walking New York, um making off de uma arte de rua gigante do fotógrafo e grafiteiro francês JR.

A realidade virtual, agora cada vez mais acessível às massas, está sendo muito experimentada por grandes marcas e já existe um termo para a venda através da realidade virtual, o v-commerce. Em 2015 a Dior disponibilizou em algumas lojas da marca espalhadas pelo mundo o Dior Eyes, um óculos virtual impresso em 3-D, projetado em parceria com a Digitas LBiLabs da França. O lançamento foi marcado por uma campanha que é mostrada em realidade virtual como um passe aos bastidores do desfile prét-a-porter da Dior onde Peter Philips, um dos diretores criativos da grife, prepara modelos para a passarela. O Dior Eyes está agora disponível em verias lojas da marca e vem equipado com áudio holofônico integrado, um tipo de áudio de altíssima qualidade.

Outra marca de vestuário que está se aventurando na realidade virtual e no v-commerce é a Tommy Hilfiger. Durante a semana de moda de N.York as lojas da Tommy Hilfiger ofereceram uma viagem virtual ao desfile através do óculos Samsung Gear de realidade virtual. Através do equipamento se podia fazer uma viagem pela primeira fila do desfile. A experiência de imersão da Tommy Hilfiger foi realizada em parceria com a startup holandesa WeMakeVR que usou uma câmera especial de 14 lentes que permitiu a captura de imagens a 360 graus com praticamente nenhum ponto cego.

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