








Ricardo Siri e Fernanda Lopes realizam bate-papo no Museu Histórico da Cidade
Conversa gratuita com o artista e a curadora aborda o uso de cera, própolis e tecnologia na arte contemporânea.
No dia 25 de julho, às 14h, o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro – MHC recebe o artista transdisciplinar Ricardo Siri e a curadora Fernanda Lopes para um bate-papo gratuito sobre a exposição PRO-POLIS. A mostra reúne 20 obras inéditas produzidas a partir de mel, cera de abelhas e própolis, conectando ecologia, geometria e tecnologia.
O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC) promove, no dia 25 de julho (sábado), às 14h, um bate-papo gratuito e aberto ao público com o artista transdisciplinar Ricardo Siri e a curadora Fernanda Lopes. O encontro acontece no âmbito da exposição PRO-POLIS, em cartaz até 22 de agosto na Gávea.
A mostra apresenta cerca de 20 obras inéditas, entre pinturas e esculturas, que utilizam matérias-primas diretamente ligadas à meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão). Os materiais são originários do próprio meliponário do artista — cujo mel já foi premiado como o terceiro melhor do Brasil.
Arte Orgânica e Geometria: A Matéria-Prima de PRO-POLIS
Em PRO-POLIS, a própolis — substância bactericida e protetora da colmeia — transforma-se em pigmento natural e matéria pictórica, criando telas abstratas em tons orgânicos de marrom, verde e vermelho.
Diálogo com o Neoconcretismo e Mondrian
Formado em engenharia civil e música, Ricardo Siri utiliza a geometria natural das abelhas como linguagem conceitual:
- Movimento Mel Concreto: Séries de quadros moldados em folhas de cera alveolada hexagonal, fazendo alusão direta ao Movimento Neoconcreto brasileiro de 1959.
- Série Meldrian: Obras criadas com ceras de diferentes tonalidades naturais sem adição de pigmentos sintéticos, em referência ao pintor Piet Mondrian.
- Mapas Múndi: Trabalhos feitos com ceras de espécies de abelhas estrangeiras introduzidas no país, propondo uma reflexão sobre fluxos migratórios, acolhimento e diversidade.
Tecnologia Interativa: QR Codes de Cera e Telas ‘Ocultas’
A exposição também estabelece pontes entre o meio orgânico e a era digital. O artista construiu QR codes esculpidos em cera de abelha que, ao serem lidos pelas câmeras dos celulares dos visitantes, direcionam o público para vídeos gravados no interior das colmeias.
Além disso, pinturas feitas com própolis e pigmentos florais (extraídos de espécies como bougainville, urucum e café) revelam imagens ocultas — como abelhas e flores — apenas quando fotografadas pela tela do smartphone.
“As pessoas costumam fotografar obras muito rápido sem olhar direito. É uma brincadeira com o olhar, uma forma de polinizar a atenção de quem visita a exposição”, destaca Ricardo Siri.
O que tem pra fazer?
Sobre os Participantes
- Ricardo Siri: Artista transdisciplinar, músico e meliponicultor. Premiado no Prêmio da Música Brasileira em 2010 pelo álbum Ultrasom, expandiu sua pesquisa para as artes visuais com exposições no Victoria and Albert Museum (Londres), NBK Gallery (Berlim) e Portikus (Frankfurt).
- Fernanda Lopes: Doutora em História e Crítica de Arte pela UFRJ, curadora e pesquisadora. Atuou como diretora artística da Galeria Athena e curadora adjunta do MAM Rio e Masp, publicando diversos livros sobre a história da arte contemporânea brasileira.
Conversa e Exposição PRO-POLIS
- Evento: Bate-papo com Ricardo Siri e Fernanda Lopes
- Data do Bate-Papo: 25 de julho (sábado), às 14h
- Período da Exposição: Até 22 de agosto de 2026
- Horário de Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 16h
- Local: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC) – 3º andar
- Endereço: Estrada Santa Marinha, s/n – Gávea, Rio de Janeiro – RJ
- Entrada: Gratuita
