Festival rockabilly Viva Las Vegas chegou à sua vigésima edição

Festival rockabilly Viva Las Vegas chegou à sua vigésima edição
Las Vegas nunca foi uma cidade que eu tivesse vontade de conhecer. Não tenho o menor interesse em jogo, e olha que a primeira vez que entrei num cassino ganhei na roleta. Isso foi em Atlantic City, muitos anos atrás.

Como eu estava nos Estados Unidos em março para cobrir o SXSW 2017 e queria conhecer a região de Horseshoe Bend e Antelope Canyon, no Grand Canyon, achei que seria interessante conhecer também Las Vegas, que fica perto. Marquei a viagem a Las Vegas para o fim de semana quando acontecia o festival Viva Las Vegas, um evento vintage muito divertido que celebra tudo relacionado à cultura dos primórdios do rock, da música à moda rockabilly, passando pelos carros antigos e a cultura Tiki.

Não só quebrei a cara com meu preconceito com Las Vegas, como me diverti horrores no Viva Las Vegas e também nas atrações mais tradicionais da cidade. Bom lembrar que o nome do festival é o mesmo da célebre música eternizada pelo maior ícone do rock dos anos 50, Elvis Presley. Nessa mesma viagem conheci muito mais sobre a história de Elvis Presley: visitei Memphis, fiquei hospedada no novíssimo hotel em Graceland e fui aos estúdios RCA em Nashville, onde Elvis gravou muitos de seus sucessos.

O festival Viva Las Vegas teve sua vigésima edição em abril. O evento acontece numa das pontas do Las Vegas Strip, no hotel Orleans, inspirado na cidade de Nova Orleans e, por si só, um cenário vintage. Este ano uma das principais atrações na programação musical foi Wanda Jackson, uma da pioneiras do rock e ícone rockabilly. A cantora incendiou a platéia, mesmo se apresentando sentada, pois já está velhinha.

Outra das grandes atrações do Viva Las Vegas este ano foi Dita Von Teese, a papisa do burlesco. Dita mostrou uma parte de seu mais recente show, Strip, Strip HOORAY!, o qual eu já tinha visto em Los Angeles, no House of Blues, em 2013. Na versão para o Viva Las Vegas Dita fez apenas duas entradas, deixando espaço para dançarinas burlescas menos conhecidas. O apresentador trans, Murrey Hill, é um ponto alto, uma homenagem aos integrantes do Rat Pack, como Sammy Davis Jr, Frank Sinatra e Dean Martin.

Dita não deixou de apresentar os dois quadros mais célebres de sua carreira: a performance dentro da taça de Martini gigante e o strip de cowboy, com o touro mecânico.

Mas bem antes do show de Dita, meu dia começou cedo. Eu não me hospedei no Orleans, preferi um hotel do outro lado da “strip”, o Stratosphere, para sentir um pouco a vibe de Las Vegas. Cheguei o festival cedo e logo me embrenhei num “campeonato de boliche”. Entre bolas perdidas, muitas delas, e alguns strikes, me diverti horrores.

Depois fui dar uma espiada no mercado, onde vários comerciantes vendem roupas e acessórios para o look rockabilly.

Carros antigos tunados estavam estacionados em vários pontos do Orleans. O mais interessante é que não era o único evento Hot Rod nesse fim de semana em Las Vegas. Havia um outro, em frente ao Stratosphere, então no meu hotel também havia vários carros interessantíssimos.

Voltei para o meu hotel, descansei um pouco, e de noite retornei ao Orleans para ver alguns shows e discotecagem de rockabilly, além do show de Dita. Como estava muito cansada, não fiquei para os shows que rolaram depois do burlesco. No dia seguinte fiquei sabendo que houve super lotação nos shows. Definitivamente o estilo de vida rockabilly anda hiper popular.

O Orleans tem várias opções de alimentação, de lanchonetes e fast food a restaurantes mais sofisticados. Eu amei o japonês Ondori, mas cuidado com os pratos que não tem preço no cardápio…

No sábado rolou a exposição de carros (Car Show) com palco de shows ao ar livre, no estacionamento do Orleans. Bandas sensacionais, uma vibe deliciosa e os carros antigos divertidíssimos!

A edição de 21 anos do Viva Las Vegas acontece em abril de 2018 e os ingressos já estão à venda.

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