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Festivais celebram a música que vem dos computadores

Bitsmag

Novembro/2004

O ano de 2004 está marcado definitivamente como o ano dos festivais eletrônicos no país. Para um Skol Beats e um festival Eletronika que já existiam no calendário da cena eletrônica nacional, juntaram-se diversos eventos com características diversas e em várias cidades do Brasil, todos enaltecendo a novíssima produção de música eletrônica do país. E este final de ano marca uma enxurrada dos derradeiros eventos, onde se destacam quarto deles, um em S.Paulo e três no Rio de Janeiro.

Hipersônica é o braço musical do festival paulistano File

O mais completo dos eventos eletrônicos deste final de ano, o evento Hipersônica é o braço musical do festival File (5º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), em cartaz dos dias 23 de novembro a 12 de dezembro em S.Paulo. O Hipersônica recebe um time de músicos, DJs, projetos eletrônicos e bandas que irão se apresentar, com ajuda da imagética de VJs no dia 27 de novembro, na Casa das Caldeiras, das cinco da tarde de sábado, ate seis da manhã de domingo. O evento apresenta ainda na programação artistas de música eletrônica erudita. Na programação alguns destaques como os capixabas do Zé Maria, os pernambucanos do coletivo colaborativo Re:Combo, os Gengivas Negras e o pessoal ativista do núcleo Temp, como o DJ hardcore techno mineiro Retrigger e o VJ Spettto e sua Visual Radio.

No Rio mais uma edição do festival Plug mostra o som que vem dos HDs cariocas

No Rio de Janeiro são três eventos mostrando projetos de música eletrônica. Na Fosfobox, reduto clubber mais recente da cidade, a programação este sábado e no próximo é o já tradicional Plug, que vem rolando desde o dia 13 de novembro. O Plug vem criando um espaço exclusivamente dedicado às bandas eletrônicas e projetos de Live PA cariocas. Com edições prévias que aconteceram em janeiro de 2003 e em agosto deste ano, o Plug agora vem mostrar o trabalho de novas revelações: Estereomono, Ouvintes, Nora Musique e Peixe Cru. Os shows começam mais cedo, às 22h, boa opção pra quem quiser ir logo esquentando no recém inaugurado Fosfobar, anexo ao clube. Este sábado, 27 de novembro, a banda a se apresentar é o Noramusique, com break beats em melodias minimais e ritimadas, de autoria dos radialistas Pablo Fagundes e Rico Vilarouca, que também fazem trilhas para cinema e teatro. No próximo sábado é a vez do samba soul do Estereomono, que já abalou as estruturas das versões anteriores do Plug com a flauta de Mônica Ávila e a percussão de João Brandão, além dos DJs André Valente e Marcelo Rain.

Hermano Vianna pergunta: Isto é Música?/!

O antropólogo Hermano Vianna, sempre antevendo novos caminhos da música brasileira, foi um dos primeiros a enxergar o valor do funk carioca, hoje dando frutos até no exterior, onde DJ Marlboro e a MC Tati Quebra Barraco têm sido ovacionados em apresentações. Como curador do evento Isto é Música?/!, em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro, Hermano faz um apanhado de músicos de todo o Brasil, do Pará ao Rio Grande do Sul, promovendo o debate sobre a música que é hoje feita em computadores caseiros, envolvendo sons e ruídos, além dos instrumentos reais ou digitalizados. O interessante e divertido Chelpa Ferro, grupo carioca composto por músicos e artistas plásticos, fez uma simpática apresentação no primeiro fim de semana do evento, que vai até 5 de dezembro.

Um gosto de vintage na proposta do Esquadrão Atari, coletivo de Belo Horizonte que se apresenta no CCBB no domingo, 28 de novembro e que usa computadores ultrapassados compondo uma música interessante com a proposta do “faça você mesmo”. Colagem de estilos e conceitos de música eletrônica atual como pós-rock, collage, poesia sonora, nu musique concrete, afrofuturismo, digital hardcore e action sound, são a tônica dos paulistas do Satã Barbara, coletivo paulista que se aprsenta no sábado, 27 de novembro. E na pauta do Isto é Música?/! não poderiam faltar os pernambucanos do Re:Combo, que se apresentam no último dia do evento, 5 de dezembro. O coletivo vem com proposta tanto musical quanto de composição e distribuição, tanto que já foram abordados pela revista americana Wired, bíblia da cultura cyber. No site oficial do Re:Combo músicos de todo mundo podem fazer parte do coletivo, coontribuindo com suas músicas, que ficam disponíveis. E todos os sons lançados no site são de domínio público, ou seja, qualquer pessoa pode se apropriar de suas composições, contanto que as novas músicas feitas a partir destes sons sejam também de regime aberto, bem na linha do que prega o Creative Commons.

Elza Cohen promove discussão e diálogo no Super Demo Digital

E a legislação do postulado Creative Commons, proposta do progressista Ministério da Cultura do Governo Lula, além das conseqüências da revolução digital na indústria da música, é o tema do primeiro seminário do festival Super Demo Digital, na próxima terça, no CCBB carioca. O SDD, que vai de 30 de novembro a 6 de dezembro no Rio de Janeiro, é produzido pela promoter Elza Cohen e vai ter seminários, palestras e workshops, além de apresentação de vídeos, sempre com a temática dos novos rumos da música atual.

Paralelamente ao CCBB o festival acontece também no Teatro Rival, no dia 1º de dezembro e no Teatro Odisséia, dia 3 de dezembro. No Rival a tônica é o diálogo da eletronica com outros estilos parentes, como o hip hop. VJs montam a cozinha visual pra receber rappers, DJs e MCs despejando muito hip hop, dub e drum’n bass nas dependências do teatro da Cinelândia. Na programação os sound systems de Apavoramento e Digital Dub, o rap de De Leve, a discotecagem de Castro, shows de Coletivo Edifício Galaxi e Lunattackz, de S.Paulo, entre outros.

No palco do Odisséia mais música e novidades visuais com a sensação carioca, o boTECOeletro, de Ricardo Imperatore, que faz uma salada eletrônica cheia de regionalismos da música brasileira. Antes dele tem show de Nervoso e Efeito Coletivo, um coletivo com 4 projetos eletrônicos cariocas distintos (JMX, Ouvintes, Gerador Zero e Voz del Fuego). No segundo andar tem mais música eletrônica com DJ Talma Pizelli e o P.I.B., e nos telões projeções de filmes e animações.

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