Sharon Stone banida na China

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Dior retira comerciais de Sharon Stone na China

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Dior retira comerciais de cosméticos da atriz no país 

Todas as imagens de Sharon Stone em campanhas publicitárias da Dior foram banidas na China, um dia depois da atriz provocar a fúria dos chineses por sugerir que o terremoto que matou milhares de pessoas no país este mês foi uma “retaliação cármica” por causa da ocupação chinesa no Tibet.

Em uma tentativa de evitar uma resposta a Stone através de boicote dos produtos da empresa a Dior divulgou um pedido de desculpas em nome de Sharon Stone, dizendo que ela não pretendia causar aborrecimento ao povo chinês que está lutando para se recuperar do terremoto de 12 de maio, que matou mais de 68 mil pessoas.  A atriz disse também que gostaria de se envolver nos esforços de recuperação e se dedicar a ajudar chineses afetados pela tragédia.

O escritório da Dior em Shanghai divulgou que as imagens de Sharon Stone que estampam as propagandas das linhas de cosméticos da grife, vão desaparecer de todas as lojas na China.

O mau entendido aconteceu durante rápida entrevista de Sharon Stone à imprensa no Festival de Cannes, na semana passada. Ela disse que não estava feliz pela maneira como a China está tratando os tibetanos.  Ela disse também que está preocupada sobre qual deveria ser a decisão correta em relação às olimpíadas, porque os chineses não estão tratando direito seu amigo pessoal, o Dalai Lama. E então completou: “E então este terremoto aconteceu e eu pensei, será carma? Quando você faz coisas erradas e coisas ruins acontecem com você?”

A resposta de Sharon Stone, desculpando-se por seus comentários, chegou tarde. Ela lembrou aos chineses, através de sua resposta, que trabalha para caridades ao redor do mundo há mais de vinte anos e que no ano passado ela esteve na China para o Shanghai Movie Festival e que reconheceu o povo chinês como de grande sabedoria e hospitalidade. No entanto, mesmo assim, a Xinhua, agência de notícias oficial do governo chinês, rotulou Sharon Stone como “inimiga pública de todos os seres humanos” e seus filmes foram banidos da China e de Hong Kong.

Sharon Stone no entanto conseguiu mais mídia para a questão do Tibet, que continua sem solução enquanto todas as atenções da mídia estão voltadas para a questão do terremoto. A Dior, contudo, fez mais uma manobra de marketing. Divulgando a “remoção” dos comerciais com Sharon Stone a marca constrói um novo burburinho em torno do assunto e capitaliza. No fim é tudo uma guerra de marqueteiros, enquanto vítimas do terremoto na China e vítimas da violência da ocupação chinesa no Tibet continuam sofrendo. 

Veja a declaração de Sharon Stone na entrevista no tapete vermelho de Cannes:

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