Coluna Bafo entrevista Renato Lopes

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Coluna Bafo entrevista Renato Lopes

(Entrevista publicada em 28/09/2004)

O promoter Luiz Fernando, das noites Porno Royale (às terças no ampgalaxy) e produtor da festa Xarope, passa a escrever no Bitsmag a coluna Bafo SP, falando sobre as figuras chave da noite paulistana e também contando os últimos bafos. Com vocês a coluna Bafo!!!!!Por: Luiz Fernando – email: luizfernando@bitsmag.com.br

Nosso entrevistado desta semana é o DJ Renato Lopes. Um dos pioneiros da cena eletrônica nacional e responsável pela divulgação da mesma no exterior, Renato tocou nos melhores lugares da noite paulistana como os antológicos Madame Satã, Nation e Sra. Krawitz. Um dos sócios da agência de DJs Smartbiz, Renato é um dos artistas mais requisitados e respeitados do meio sendo presença constante nos grandes eventos. Vamos conhecê-lo um pouquinho mais…

Bafo: Como começou a sua carreira ?

Renato Lopes: Comecei tocando de brincadeira em clubs gays da Marques de S. Vicente. Levava comigo os promos que ganhava na Radio Eldorado, onde trabalhei nos anos 80. Não tinha residência, era esporádico. Em 1986 tive a primeira residência, no Madame Satã.

Bafo: Fale-nos de sua experiência com o Que Fim Levou Robin?

Renato Lopes: O QFLR foi uma experiência divertida feita com amigos no Nation. O mais legal foi nos dar a possibilidade de lançar um disco e levar nosso trabalho e o conceito "clubbing" para mais pessoas.

Bafo: Você já tocou na Europa, em Israel… Quais os festivais e clubes
estrangeiros que você gostou mais de se apresentar ?

Renato Lopes: Teve uma pequena festa que rolou em Londres num estúdio de ensaio de bandas, numa região fora do circuito turístico. O clima era muito bom. Outra foi em Leipzig na Alemanha, num club chamado 10-40. Uma moçada bem
animada. Tel – Aviv foi uma nova experiência. Tanto pela festa, que foi bem legal, como pela oportunidade de conhecer israel.

Bafo: Quais os DJs estrangeiros com quem mais gostou de tocar ?

Renato Lopes : Hans Nieswandt (Whirpool Productions), Allexkid, Haris, Ricardo Villalobos e Vitalic.

Bafo: Fale-nos um pouco a respeito de suas referências musicais.

Renato Lopes: Na infância, clássico, boleros e guaranias dos meus pais. Beatles, Jovem Guarda e Tropicália dos meus irmãos. Na adolescência, Jackson Five (e Motown por tabela) dos desenhos na TV. Temas de novela. Disco. Led Zeppeling, Yes, David Bowie e Rick Wakeman dos amigos.

Bafo: Como você vê a cena eletrônica hoje em dia ?

Renato Lopes: A nossa cena eletrônica é tão ativa e criativa quanto em outros lugares do mundo, quem sabe até mais. Mais pessoas estão curtindo som eletrônico e entrando em contacto com a cultura de DJs no país todo. Tem ótimos DJs, ótima musica produzida aqui. Festas, festivais, clubs projetos, intercâmbio nacional e internacional.

Bafo: Além de DJ você também produz, faz trilhas para desfiles e dá consultoria para eventos como o Red Bull Academy. Fale-nos um pouco deste seu outro lado da profissao de DJ.

Renato Lopes: Producão de trilhas de desfile é um ótimo exercicio de completar musicalmente um conceito e estética. Produção musical é algo que sempre tive contato através de amigos produtores, mas sempre em segundo plano. Hoje me empenho em aprender para por a mão diretamente na massa. A Academia da Red Bull foi um trabalho muito legal que tive o prazer de participar e divulgar no Brasil por dois anos, além de participar do evento aqui em SP em 2002.

Bafo: Muita gente das antigas comenta que a “cena (eletrônica) está vendida”. Como você, que acompanhou esse desenvolvimento, vê a cena eletrônica brasileira na atualidade ?

Renato Lopes: A cena hoje em dia tem mais clubes, festas, DJs e mais pessoas que antes. É normal que haja competitividade. Isso pode gerar atritos. O que não é nada adequado, mas também acontece.

Bafo: Qual a melhor pista em S.Paulo na atualidade ?

Renato Lopes: Gosto muito de tocar no D Edge. As noites costumam ser bem animadas, o sistema de som e luz são demais.

Bafo: Quando não esta trabalhando faz o que?

Renato Lopes: Cinema, jantar com amigos, levar os “dogs” pra passear.

Bafo: Quais as suas melhores experiências tocando no Rio de Janeiro?

Renato Lopes: Tenho várias. As primeiras noites que toquei no Dr. Smith, em 90 e pouco (festas Conexão DJ de Beth Ferreira). A Oops com o Mauricio Lopes. Semana de Moda no Cais do Porto. Carnaval da X Demente na Fundição Progresso.

Bafo: Quando está no Rio de Janeiro em que lugares gosta de ir ?

Renato Lopes: Conheço bem mal o Rio na verdade!!! Nunca fui em nenhum dos pontos turísticos tradicionais. Fui a alguns ótimos restaurantes e bares em Ipanema Copacabana e Leblon. O OO no Planetário. Fui para algumas praias fora da cidade que gostei bastante. Além disso, apenas o velho caminho aeroporto –
hotel- club.

Bafo: Para quem quer ser DJ o que vc recomenda ?

Renato Lopes: Pesquisar música, manter-se informado, rodar na noite e se relacionar bem com clubs etc.

Bafo: Chart?

01 – E Dancer – The Dream ( KMS)
02 – Lab Insect – Maona Beach ( Muller)
03 – P. Braunstein e DJ Paula – Into the Lov.e Club EP ( Special Series)
04 – Adam Freeland, Josh Wink & Middleton – Rise Above (Marine Parade)
05 – Leaders of the 909 – Shyper EP (Frisbee)

Bafo: Projetos para o futuro?

Renato Lopes: Música!

Bafo: Como te contratar ?

Renato Lopes: smartbiz@smartbiz.com.br

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