Will Smith em “Eu Sou a Lenda”

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Carisma e empatia nunca foram melhor exemplificados do que na figura simpática do ator norte-americano Will Smith. Para divulgar o filme Eu Sou a Lenda, que estréia no Brasil esta sexta, 18 de janeiro, Smith está no Brasil em companhia de Akiva Goldsman e Francis Lawrence, respectivamente roteirista e diretor do filme, do qual o astro não só é o ator principal como também o produtor.

De uma carreira bem sucedida no hip hop, Will Smith migrou para a TV e o cinema no início dos anos 90 e desde então vem crescendo e é hoje uma das personalidades mais poderosas de Hollywood, senão talvez o mais poderoso. Ficou conhecido na TV como o “fresh prince” Will do seriado Um Maluco no Pedaço (Fresh Prince of Bel Air), que chegou a ser exibido no Brasil em canais a cabo e na TV aberta. O apelido “fresh prince” ele traz do tempo de escola, por conta de sua gentileza e bom humor. No cinema estrelou alguns dos maiores sucessos de bilheteria das duas últimas décadas, como Independence Day, Homens de Preto e Eu, Robô e angariou o respeito da crítica com indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar por sua atuação como o boxeador Muhamad Ali, em Ali e como Chris Gardner em À Procura da Felicidade.

Em coletiva de imprensa para divulgar o filme Eu Sou a Lenda, Will Smith fez mais do que responder a perguntas dos jornalistas convidados. Ele não se conteve e  brincou o tempo todo, até mesmo antes de entrar no salão. Enquanto era anunciado pela mediadora da coletiva, ele gritava “uh hu” para si mesmo e já entrou fazendo piada.

O processo extenuante e de pesquisa para a preparação do personagem em seus trabalhos, Will Smith comparou a “um espirro”: “você sente que ele está chegando e sente aquele desconforto, mas uma hora ele acontece e é um grande alívio.”

Smith disse que quando viu Alice Braga em Cidade de Deus, o filme de Fernando Meirelles, ele resolveu que um dia queria trabalhar com ela e só estava esperando o momento exato para convidá-la. Ele disse que o que mais lhe chamou atenção em Alice foi sua autenticidade nata. A atriz fez um teste de elenco e foi contratada na hora, tanto que o teste serviu mais de ensaio do que um teste em si. O astro disse que adora o Brasil e pediu que roteiristas e diretores de cinema enviem seus projetos para ele, pois é possível que um dia ele venha a trabalhar com uma equipe de brasileiros.

Em Eu Sou a Lenda Will Smith contracena com sua filha, Willow Smith, que interpreta a filha de seu personagem no filme, o cientista Robert Neville. É a segunda vez que ele contracena com um de seus filhos. Em À Procura da Felicidade ele contracenou com seu outro filho, Jaden Smith. Quanto a colocar seus filhos em cena, quando outros astros procuram preservá-los ele acha que esta é uma boa maneira dele poder orientá-los em relação à carreira.

Will Smith atua sozinho quase todo o filme, na companhia da cadela Abby, que interpretou a cadela Sam. A cadela pastor alemão não é um animal adestrado e foi encontrada num abrigo, mas ela se mostrou tão inteligente que acabou ganhando o papel e teve um treinador à sua disposição durante as filmagens. Com seu habitual bom humor Will Smith declarou que depois da Abby ele percebeu como os cachorros que ele tem em casa são burros.

O único momento em que Will Smith ficou mais sério durante a coletiva foi quando falou da greve dos escritores e roteiristas americanos do WGA (Writers Guild of America). Ele disse que realmente este ajuste tem de acontecer por causa das mudanças drásticas na tecnologia e no negócio do entretenimento. É difícil se chegar a um acordo porque não se sabe direito o que vai acontecer no futuro e também porque todo o mercado de cinema é comandado por enormes corporações e não pequenas companhias produtoras. O lado negativo é que quando se cancela um evento como o Globo de Ouro 2008, milhares de pessoas ficam automaticamente desempregadas, pessoas que viveriam alguns meses com o fruto de seu trabalho na produção do evento.

Apesar de sua modéstia, Will Smith é um grande ator e, ao mesmo tempo, um astuto homem de negócios que tem conseguido equilibrar seu currículo com papéis mais populares e outros mais densos, tomando para si as rédeas de sua carreira, atuando também como produtor. Will agrada a gregos e troianos e ao mesmo tempo se diverte pra caramba. Só uma figura assim mesmo para ser escolhido para um papel onde ele é o “último homem da terra”, seu personagem em Eu Sou a Lenda.

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