Death Cafe promove discussão sobre morte em ambiente de diversão

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Primeira edição novaiorquina inaugura esta semana no Brooklyn

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Falar sobre a morte é um tabu, no entanto é a única certeza que temos. Um movimento crescente está tentando melhorar a maneira como a civilização ocidental lida com a morte, com foco no resgate do que há de melhor na vida e tratando o fim da jornada com sensibilidade e estilo, combatendo o terror que o conceito provoca.

A primeira edição do Death Cafe de N.York vai acontecer esta semana em local não menos sombrio. O Morbid Anatomy Museum do Brooklyn (Museu Anatomia Mórbida) passa a sediar o Death Cafe novaiorquino dia 28 de julho.

Inspirado pelo trabalho do sociólogo suíço Bernard Crettaz o britânico Jon Underwood abriu em 2010 o primeiro Death Cafe de que se tem notícia, em Londres. A ideia é manter encontros esporádicos onde se fala sobre a morte bebendo café e comendo quitutes apropriados como bolos, salgados e doces. A conversa é livre com o intuito de discutir vários ângulos do tópico morte: fé, espírito, alma, suicídio, luto, boas mortes, mortes ruins e experiências limítrofes.

O café é uma instituição sem fins lucrativos. Não há moderadores para a discussão, apenas o intuito de levar os participantes a refletir e lidar com o conceito da morte.

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