Isabela Capeto no Rio Summer

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Isabela Capeto: Momento para ser esquecido na primeira semana exclusiva de moda praia do Rio

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Fotos: Alexandre Gentil

O “desfile” do alto verão de Isabela Capeto, programação que encerrava o segundo dia do Rio Summer, foi um evento para ser esquecido, se é que foi vivido por alguém. A idéia mal projetada e executada envolvia uma roda de samba e barraquinhas de cachorro quente e pipoca “alegrando” a rua Dias Ferreira, a mais pernóstica do Leblon, o metro quadrado mais caro da cidade.

Ao lado de restaurantes badalados onde ninguém tem o menor interesse em ouvir o ótimo samba de Leandro Sapucahy, o evento bloqueiou a rua numa sexta feira às 7 da noite, mais um motivo para classificar este acontecimento como o maior equívoco fashion do ano ou, para os verdadeiros cariocas, uma idéia de jerico.

Dentro da loja da estilista, mais para box do que propriamente uma loja, pois mal dá para entrar quando estão somente a vendedora e um cliente, a guerreira top Fernanda Tavares, suada e constrangida, vestia alguns modelos e mostrava outros para fotógrafos e jornalistas que entravam em blocos de 5 para analisar a “mostra”.

Do lado de fora o caos, a falta de respeito e o que há de mais elitista e que vai em direção diametralmente oposta à falsa proposta de Capeto: enaltecer o espírito carioca que, ao que se sabe, é livre e despojado de discriminação. Ao que parece a estlista queria mesmo é causar comoção com o tumulto, ou seja, aparecer. Se Isabel queria atingir apenas os top jornalistas, porque criou um tumulto numa rua movimentada da cidade no horário de maior congestionamento em toda a semana?

O empurra-empurra acabava no bloqueio dos pobres infelizes designados para a tarefa de filtrar a entrada. Nessa muvuca se misturavam os convidados, a imprensa, os convidados estrangeiros e um conhecido paparazzo sem escrúpulos que sempre passa na frente de todo mundo. O tal fotógrafo, que envergonha toda uma classe, e que tem o costume de levar seu MP3 de axé para ouvir nas salas de imprensa onde não fala com ninguém, pois é evitado, praticamente deu uma surra nos que estavam em sua frente, na ânsia de entrar. Era esse tipo de imprensa que Isabela queria atingir?

O evento de Isabela Capeto, travestido de enaltecimento da cultura carioca, só fez mostrar o pior desta cidade coberta de favelas que a classe média finge não ver, se escondendo em estabelecimentos como os restaurantes da Dias Ferreira. A estilista não quis mostrar sua coleção e sim causar comoção. Acabou aborrecendo a todos. Lamentável.

Veja a coleção que aqui aparece apenas em consideração a Fernanda Tavares e ao fotógrafo do Bitsmag, Alexandre Gentil, que arriscou seu equipamento no tumulto:

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