Iódice

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Sensualidade e fluidez no desfile de alto verão da Iódice

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Fotos: Alexandre Gentil
Análise: Aline Conde

O desfile de Waldemar trouxe às passarelas uma deusa grega jet-setter  ao som de Caetano Velloso na praia, bronzeada, recém-saída da água. Os tecidos brincaram com a rigidez  do neoprene,  estrutarando as peças, e a leveza dos tecidos que imitavam a água e faziam o contro-ponto. O vento se fez presente, ondulando os tecidos enquanto as modelos andavam na passarela. As modelagens remetiam a Grécia, nos seus drapeados e no próprio corte. A linha A e os macacões mais uma vez presentes em diversos comprimentos, delineando e escondendo, mostraram que vieram para ficar. O primeiro look veio em preto total, impactante para uma coleção de verão, e o preto foi minguando da cartela de cores, enquanto outras cores foram aparecendo. Pautadas pelo sol e pelo mar, azuis e corais se misturavam.

As transparências, os recortes, e a estampa do mar rebatendo o céu vestiam as Deusas da Iódice. Sempre cobrindo e descobrindo, mostrando e escondendo.

O styling foi pontuado por óculos escuros, por vezes realmente usados e por hora apenas meros figurantes. As luvas de motoqueiro em preto fazendo par com o negro dos óculos e as sandálias, altíssimas, da mesma forma brincando de esconder e revelar o fetiche dos pés. Os cabelos e a pele molhados, brilhando com a água. Mais uma vez no segundo desfile do dia, como não poderia deixar de ser, um verão muito sexy!

(Na primeira fila do desfile estavam Bete Lago, Adriane Galisteu, Sabrina, Milena Ciribelli e o pessoal do pânico correndo atrás de todas elas.)

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