Frozen Charlotte é o novo álbum de Jack White


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Mergulhe no universo desta figura já lendária do rock internacional

O que: Lançamento de Frozen Charlotte, o 7º álbum de estúdio da carreira solo de Jack White, composto por 13 faixas e puxado pelos aclamados singles Dollar Bill, G.O.D. and the Broken Ribs e Derecho Demonico.

Onde: Disponível globalmente nas plataformas de streaming e em formatos físicos caprichados (como edições exclusivas em vinil colorido, cassete e CD) pela gravadora do próprio artista, a Third Man Records. A turnê mundial passa atualmente por continentes como América do Norte, Europa e Ásia.

Por que ouvir: O álbum dobra a aposta no rock cru, distorcido e de pegada analógica. É a essência do blues-rock frenético que transformou White em um dos maiores ídolos de sua geração, agora refinado ao lado de uma banda ao vivo afiadíssima.

Se havia qualquer dúvida de que Jack White continua sendo um dos defensores mais ferrenhos do rock n’ roll puro e direto, o lançamento de Frozen Charlotte, ocorrido em 10 de julho de 2026, vem para dissipá-la por completo. Sucessor imediato do elogiado No Name, o novo projeto canaliza a urgência do garage rock com a teatralidade e a complexidade do blues que moldaram sua trajetória.

De Detroit para o mundo: quem é Jack White?

Nascido em Detroit, Jack White é um arquiteto do rock contemporâneo. Ele explodiu na virada do milênio como a metade genial (e barulhenta) do The White Stripes, ao lado de Meg White, onde provou que tudo que você precisa para dominar o mundo é de uma guitarra, uma bateria e uma paleta de cores restrita ao vermelho, branco e preto.

Mas seu ímpeto criativo nunca coube em uma banda só. White fundou o elogiado supergrupo The Raconteurs, voltado a um som mais clássico e harmonioso, e assumiu as baquetas no explosivo The Dead Weather. Em carreira solo, lançou discos icônicos que expandiram suas influências, flertando com country, hip-hop e sonoridades experimentais, mas sempre com a guitarra inconfundível como bússola. Frozen Charlotte marca seu 7º esforço solo, cimentando um catálogo que o garante entre as lendas vivas do gênero.

O império analógico da Third Man Records

Não dá para falar de Jack White sem celebrar sua obsessão pelo formato físico. O artista é a mente por trás da Third Man Records, que não é apenas uma gravadora, mas um verdadeiro paraíso de preservação musical.

Com sedes em cidades como Nashville, Detroit e Londres, a Third Man opera como fábrica de prensagem de vinil, loja de discos, estúdio de gravação e espaço para shows e venda de merchandising. Para Frozen Charlotte, a Third Man caprichou: o disco está disponível em diversas prensagens especiais em vinil, incluindo as limitadas edições Zug Island Blue, Chrome (exclusiva dos shows)e Ice Blue para lojas independentes. É a materialização da crença de White de que a música deve ser algo tátil e valorizado.

A frenética turnê de Frozen Charlotte

Para dar vida ao som encorpado do novo disco, White está na estrada com uma turnê grandiosa pela América do Norte, Europa e Ásia, arrastando multidões em shows que tiveram seus ingressos rapidamente esgotados.

A turnê conta com uma banda de apoio de peso, composta por parceiros de longa data: Patrick Keeler (bateria), Dominic Davis (baixo) e Bobby Emmett (teclados). As apresentações têm sido descritas como eletrizantes, misturando clássicos de todas as fases da sua carreira com as novas e pesadas composições — como a vibrante Neighbors Blues, que fecha o álbum e já se tornou ponto alto das apresentações recentes.

Acompanhar a nova era de Jack White é testemunhar um músico que recusa a zona de conforto. Em Frozen Charlotte, ele soa simultaneamente familiar e imprevisível, reverenciando as raízes do blues sem nunca deixar de distorcê-las para o futuro.

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