Indústria do turismo de olho em Cuba


Indústria do turismo de olho em Cuba

 

Obama visita o país acompanhado de empresários

A histórica viagem de Barack Obama a Cuba, a primeira em 88 anos, tem viés de negócios além de político. Alguns grandes empresários americanos fazem parte da comitiva do presidente, como Brian Chesky do Airbnb, Arne Sorenson, CEO da rede de hotéis Marriott e Ken Siegel, da Starwood Hotels.
Durante a viagem oficial foram agendados encontros com líderes da sociedade civil, bem como empresários locais onde estão sendo selados diversos acordos comerciais, além de mudanças de regras que abrem cada vez mais as portas de Cuba.

Representantes do Google também estão em Havana e prometem melhorar o acesso à internet wi-fi e de alta velocidade.  Através do Airbnb já é possível para qualquer usuário do mundo todo reservar estadia em casas de cubanos, serviço que até agora só era disponível para americanos.

A Starwood deve passar a administrar três hotéis em Havana, o primeiro contrato desse tipo realizado em Cuba em quase sessenta anos. Já a Marriott, que em breve poderá ser dona da Starwood, deve também fazer negócios na área de hotelaria no país.

Os empresários americanos estão em Cuba para trocar suas experiências com empresários cubanos.  Além dos ramos de hotelaria, representantes de vários setores estão na comitiva, incluindo o de esportes como o baseball. Daniel Schulman do PayPal, Ursula Burns da Xerox, José Andrés, chef e co-fundador da ThinkFoodGourp e Soledad O’Brien da Starfish Media são alguns dos empresários da comitiva de Obama.

Além dos que acompanham a comitiva oficial, outros empresários americanos também estão tentando abrir novos caminhos na ilha, como empresas de advocacia e até uma fábrica de tratores.

Barack Obama e Raul Castro divulgaram em dezembro de 2014 a aproximação entre os dois países, após mais de um ano de negociações secretas. Desde então os líderes tem recuperado os laços diplomáticos. Cuba abriu sua embaixada em Washington em julho de 2015 e os Estados Unidos em Havana, em agosto. Desde então diversas restrições foram canceladas como viagens e operações comerciais. No entanto o embargo decretado durante a Guerra Fria continua, apesar de amenizado, e só poderá ser finalizado através de votação no congresso americano.

Além da questão do embargo um outro assunto ainda deve ser resolvido entre os dois países, a base de Guantanamo que deve passar ao controle de Cuba.

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