Curtis, Mick Jagger e Bob Dylan em close na 31a Mostra

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Bitsmag destaca três filmes para os loucos por música 

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A melhor dica entre os filmes que têm retratos de ídolos da música pop na 31a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é realmente Control. O filme, dirigido pelo fotógrafo de rock Anton Corbjin e produzido pela ex-mulher de Ian Curtis, Deborah Curtis, é uma belíssima homenagem visual ao artista que foi o vocalista do Joy Division. Control acaba de estrear nos Estados Unidos mas ainda não se sabe quando estréia, ou se estréia realmente no Brasil.

O álbum Closer, que é o segundo e último do Joy Division, é considerado um dos trabalhos mais melancólicos da história do rock. As letras mostram claramente a tempestade emocional pela qual passava o artista, que sofria de epilepsia. A história é realmente muito triste: Ian se suicidou às vésperas de fazer a primeira turnê do Joy Division nos Estados Unidos. Porque? Bem, pra quem não conhece a história trágica do cantor que morreu aos 24 anos, vou deixar que descubra vendo o filme.

Sam Riley está absolutamente fantástico na pele de Ian Curtis e Samantha Morton, que faz Deborah Curtis, é atriz jovem mas que já tem respeitabilidade de sobra. Control tem roteiro baseado no livro escrito por Deborah, Touching from a Distance e a produção é dela e do fotógrafo Anton Corbjin, que bancou boa parte do filme. Corbjin, fotógrafo preferido de bandas européias nos anos 80, como Depeche Mode e U2, foi um dos primeiros a fotografar os shows do Joy Division. O trabalho de Corbjin segue uma estética bastante peculiar, favorecendo trabalhos em preto e branco. A maestria de fotógrafo se vê no trabalho impecável de cinematografia de Control.

O Joy Division virou objeto de culto com a morte de Ian e os outros integrantes (Peter Hook e Bernard Sumner), com a ajuda de seu empresário, Tony Wilson, logo formaram o New Order e conseguiram capitalizar o mito que se sucedeu.

Trailer de Control

 

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I’m Not There é o novo filme de Todd Haynes que dirigiu, entre outros, Velvet Goldmine. Quem conhece o trabalho de Todd sabe que sua visao é bastante peculiar. E assim é I’m Not There, um filme que mostra Bob Dylan em diversos momentos de sua vida, interpretado por vários atores bem diferentes, incluindo uma mulher, a australiana Cate Blanchett, que recebeu o prêmio de melhor atriz no festival de Veneza este ano.  O filme é longo, mas merece ser visto, tanto pelas atuações, como pelo tratamento interessante do diretor e pela trilha.

 

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A terceira dica do Bitsmag são as duas versões para um mesmo documentário: Sympahty for the Devil e One + One. Os dois são edições diferentes do documentário sobre os Rolling Stones realizado em 1968 e dirigido por ninguém menos que o papa da Nouvelle Vague, Jean-Luc Godard. O filme segue os passos dos Rolling Stones, acompanhando a banda em sessões de estúdio, mostrando momentos históricos e figuras míticas da época, como Marianne Faithfull.

A 31a Mostra vai exibir as duas versões do filme (em sessões diferentes), a que foi lançada pelo produtor e é conhecida, e a versão de Jean-Luc Godard que tem edição dele próprio. Diz que na época do lançamento Godard criou um celeuma, contrariado com a edição imposta pelo produtor Iain Quarrier. Ele foi ao cinema no dia da estréia com um cheque no valor total dos ingressos, e convidou o público a abandonar o local.

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