Ridley Scott vai dirigir filme sobre a família Gucci

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Patrizia Gucci avisa que família pode interditar o filme antes dele ser exibido 

O jornal Variety anunciou no final do ano passado que o diretor Ridley Scott (Blade Runner, O Gladiador e American Gangster) vai dirigir um filme sobre a vida de Maurizio Gucci, o último controlador da família Gucci na empresa da família.

Maurizio Gucci foi assassinado pela própria ex-esposa que está presa na Itália e foi condenada em julgamento que foi um equivalente ao caso O.J. Simpson, no final dos anos 90.

A idéia do filme não foi muito bem recebida pela família, conhecida por não se entender em relação aos negócios o que levou a Casa Gucci à banca rota no final dos anos 80. Patrizia Gucci, sobrinha de Maurizio Gucci e neta do fundador da empresa, Guccio Gucci, foi abordada pela produtora Giannina Facio, que pediu à família autorização para a produção do filme. Segundo a produtora o filme não iria enfocar o lado negro do clã Gucci e sim as raízes da fábrica. Patrizia declarou que o filme será interditado se a família não gostar de como será retratada.

A distribuidora do filme, ainda sem nome, é a Fox 2000, mesma de O Diabo Veste Prada. O roteirista Charles Randolph vai escrever o roteiro que nem precisaria abordar o assassinato de Maurizio para falar de ira, cobiça, conspiração, conflitos e excessos luxuosos.

A história da Casa Gucci começou em Londres. Guccio Gucci, cujas iniciais de seu nome se tornaram uma das marcas mais valiosas do século XX e início do século XXI, começou a vida como porteiro do elegante Hotel Savoy. Lá ele observava as malas dos endinheirados hóspedes. De volta a Florença, sua cidade natal, resolveu iniciar um negócio de fabricação de malas e bolsas finas que originou um império de produtos de luxo que ficaram famosos no mundo todo quando usados por estrelas de cinema e celebridades dos anos 50, 60 e 70 como Grace Kelly, Jackie Onassis e Alain Delon.

Os filhos de Guccio, Aldo, Vasco e Rodolfo, administraram com harmonia a Casa Gucci. Com os netos começaram as brigas de poder e conflitos que levaram quase ao fechamento da empresa. No final dos anos 80 e início dos 90 a Gucci teve parte de suas ações vendidas ao grupo Investcorp, do Oriente Médio e em 1993 ficou totalmente nas mãos do grupo que nomeou a dupla Domenico De Sole (CEO) e Tom Ford (diretor de criação). A dobradinha reinou no mercado de luxo até 2004. Hoje a Gucci, que foi comprada pelo conglomerado francês de François Pinault, tem direção criativa de Frida Giannini e continua como uma das marcas mais cultuadas de produtos de luxo da atualidade.

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