Fresh Fruit for Rotting Vegetables [os primeiros anos]

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Fresh Fruit for Rotting Vegetables [os primeiros anos] Alex Ogg [Edições Ideal, 2014]
Fresh Fruit for Rotting Vegetables [os primeiros anos] de Alex Ogg
[Edições Ideal, 2014]
“We have a sense of humor and we’re not afraid to use it in a vicious way if we have to. In some ways, we’re cultural terrorists, using music instead of guns.“
—Jello Biafra, Dead Kennedys

(Nós temos senso de humor e, se necessário, não temos medo de usá-lo de maneira cruel. De certa forma somos terroristas culturais usando música ao invés de armas.)

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Os Dead Kennedys são aclamados por muitos como a maior banda punk de sua geração. Seu álbum de estreia, Fresh Fruit for Rotting Vegetables, por sua vez é citado como um dos melhores do gênero. As letras escritas pelo brilhante Jello Biafra, híbridos de humor e polêmica, por vezes cruéis e revelatórias, vinham com o estofo musical de uma banda inventiva e sensível. O legado dos Dead Kennedys, que sobreviveu às brigas de ego e à trajetória underground, tem suas origens destacadas no livro que foi lançado em junho deste ano no Brasil, ao mesmo tempo que no Reino Unido, nos Estados Unidos, na Alemanha e na Finlândia. Com fotos de Ruby Ray, texto de Alex Ogg e projeto visual de Winston Smith, Fresh Fruit for Rotting Vegetables [os primeiros anos] está disponível no país em lojas como a Saraiva ou no site da própria editora, a Edições Ideal.

É impressionante como continuam influentes os Dead Kennedys, uma banda que nunca tocou em rádio e só foi lançada por selos independentes. A indústria da música foi sempre um dos alvos preferidos de Jello Biafra e sua banda, recebendo ataques impiedosos dos Dead Kennedys. A banda punk norte-americana fêz turnês pelo mundo todo disseminando crítica mordaz ao seu próprio país, destacando a política externa americana e se colocando como anti-embaixadores dos Estados Unidos.

O livro traz várias entrevistas, fotos e arte que mostram uma nova perspectiva sobre a história de um grupo imerso em controvérsia desde os primórdios e que acabou transformando a retórica punk em algo realmente ameaçador e extremamente engraçado, seja pela música ou pela polêmica.

Bom ressaltar o projeto gráfico do livro, de Winston Smith, criador do icônico logotipo dos Dead Kennedys. Winston cria logos, posters, ilustrações e colagens para bandas, eventos e tudo mais do underground há mais de 30 anos. Suas vernissages tem mais cara de show de rock do que de evento de galeria, seja em São Francisco, sua cidade, ou Los Angeles, Nova Iorque, Londres, Tóquio e Roma. Seu trabalho, que tem sido inserido na onda lowbrow ou pop surrealista, é principalmente de colagem e é dele a capa do disco In God We Trust, Inc. dos Dead Kennedys.

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