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Livraria Cultura permite protesto que poderia acabar em tragédia

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Manifestantes quase lincham Eduardo Suplicy e Fernando Haddad em local fechado Em 2013 eu fui à FLIP – a feira de literatura de Paraty – e nesse ano vários autores deram bolo e a programação ficou desfalcada. A feira então programou várias mesas sobre as manifestações políticas que estavam começando a acontecer, inicialmente por conta de um grupo que sumiu, um tal de Passe Livre. Esse tal de Passe Livre, que ninguém tinha ouvido falar, reivindicava passagem de ônibus grátis para estudantes. Que os ônibus são horríveis, pelo menos no Rio, é fato e motivo ara reivindicação, mas passagem grátis, francamente, não vejo de onde pode haver lógica numa reivindicação como essa. Redução no preço, talvez, com muita explicação, ainda assim não acho certo.

Enfim, o tal de Passe Livre chegou e sumiu com a mesma rapidez. Deixou um rastro de destruição na política nacional. Quer saber o que eu acho? Eu acho que esse tal de Passe Livre é uma fachada para confundir, bagunçar e criar um pano de fundo para um golpe de estado. Não acredito em movimento estudantil no Brasil hoje. Não existiu nenhum movimento estudantil no Brasil depois da ditadura. Sempre há uma turma politizada, mas não em número e força para criar uma catástrofe política como a que estamos vivendo.

Voltando à FLIP 2013, eu vi nesse evento pessoas quase linchando o repórter William Waack (da Rede Globo) que estava mediando uma mesa entre o economista André Lara Resende e o filósofo Marcos Nobre, um cria do PSDB e um dos criadores do Plano Real e o outro petista. O repórter, do alto de sua experiência, respondeu às vaias: “Minha experiência mostra que movimentos sociais sem clara definição política provocam menos mudanças que as esperadas pela população”.

Seja quem for que está por trás dessa incitação ao ódio que foi iniciada pelo Passe Livre, hoje desaparecido, é justamente o culpado por este país estar parado há quase um ano e por toda violência que estamos testemunhando. Infelizmente nós brasileiros não sabemos ser cidadãos, não sabemos fazer política e não sabemos reivindicar nada. Somos filhos da ditadura que nos formou dessa maneira.

Não vai ser linchando um dos políticos mais íntegros da história deste país, Eduardo Suplicy, dentro de um estabelecimento fechado como a Livraria Cultura, que vai se conseguir alguma coisa politicamente.

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