Skol Beats 2004: Fischespooner é da leva que traz de volta a plasticidade à música pop

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Os novaiorquinos do Fischerspooner, os DJs Warren Fischer e Casey Spooner, são das atrações mais esperadas do Skol Beats 2004. Eles já avisaram que estão trazendo na bagagem 40 perucas, roupas reativas à luz negra, máquina de neve e de espuma. Acompanhando os músicos, uma comitiva de 17 pessoas, entre elas maquiadores, cabeleireiros, figurinistas e dançarinos. Não é à toa que dizem que os gastos com os shows da dupla são equivalentes aos gastos de produção de um musical da Broadway…

O DJ Ziggy, da coluna E-Head do Bits, conversou com Casey Spooner com exclusividade:

E-Head: Sobre o Brasil e o novo álbum do Fischerspooner…

Casey: Estou a fim de ir aí há anos, não faltaram convites, faltou tempo. Agora temos uma produção simples, mas que segura em grandes festivais (não sabia que o Skol Beats era grande). No passado tinhamos dançarinas, visuais e vídeos, efeitos, mas agora é mais simples, dependendo do lugar. Gostamos de experimentar. Agora temos uma banda, é mais live music. Será uma nova encarnação do Fischerspooner, menos digital.

E-Head: Sobre o disco "# 1" não ter vendido, apesar do hit Emerge:

Casey: Não sei, isso é imprevisível. O disco foi lançado primeiro como “import”, só saiu em fevereiro aqui nos Estados Unidos. Primeiro saiu por nossa conta. Daí assinamos com o selo do DJ Hell, o Gigolo. Daí fomos disputados pelo selo do ministry of sound e agora estamos com distribuição da Capitol. Assinar com uma major é bom por causa da distribuição internacional. Mas é um disco nosso, feito como nós queríamos. O processo de lançamento mundial demorou por causa de contratos, negociações, isso levou meses… Rolou ate uma briga entre as gravadoras por nossa causa! Parecia os sex pistols!

E-Head: A cena electro ainda tem gás ou acabou?

Casey: Eu não tenho a menor idéia sobre isso. Tô enterrado num estúdio há meses e não sei o que se passa nos clubes e nas ruas nesse momento. Em N.York foi vital para ajudar a renovar a noite e as pesosas. Mas acho que essa onda toda tem mais a ver com a mídia e com revistas do que com uma cena em si. Pra mim a “fashion press” não tem nada a ver com a realidade. O mundo da moda é irreal. É tudo midia frenzy…

Performances do Fischerspooner tanto podem acontecer em palcos grandes como em galerias de arte. Esta foi no Deitch Projects, em N.York

E-Head: Medo de se tornar um one hit wonder?

Casey: hmm. Não. Acho que não. Estou bem excitado com o novo disco, que é diferente. Mas ainda somos nós. Não acho ruim ser um one hit wonder, é alguma coisa. Melhor do que ser um fracasso.

E-Head: Casey, que já trabalhou com artes visuais e foi ator acha que
imagem é tao importante qnto a musica no Fischerspooner:

Casey: Acho que os dois são importantes pra gente. Uma coisa completa a outra, pensamos nos dois. Tenho uma carreira de artes visuais, já penso a música com imagens na minha cabeça. Acho que as pessoas querem sonhar, ver coisas diferentes. Não quero soar como um babaca qualquer da MTV.

E-Head: Ele não tem idéia de quantos remixes Emerge já ganhou:

Casey: Acho q tem uns 20 remixes. Nem sei. Saem tantos. Toda hora nos pedem permissão pra remixar a música. Isso pode durar forever… fora os bootlegs, que se multiplicam na rede. Emerge like Nirvana, é meu
favorito. (Pode ser ouvido no site oficial do Fischerspooner)

E-Head: E quando chega o novo disco?

Casey: Já estamos trabalhando o novo álbum, que deve sair no dia 21 de setembro. Já temos 18 músicas novas e vamos tocá-las pela primeira vez nos shows no brasil. Espero que gostem.

E-Head: No final do papo, Casey contou que vai tirar uns dias de folga para conhecer o Rio e promete tocar na cidade o mais breve.

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