Fatboy Slim conta em entrevista à imprensa brasileira que não usa computador…

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Norman Cook, o simpático DJ britânico conhecido como Fatboy Slim, trouxe ao Rio seu Big Beach Boutique, aqui rebatizado de Big Beach Brazil. Patrocinado por uma empresa multinacional de telefones celulares o evento se apresenta como o maior “day club” do país, nos moldes dos que acontecem nas areias das praias européias como Brighton, Ibiza e as da Grécia.

Fatboy deu entrevista coletiva à imprensa dias antes do evento e fez bem humoradas colocações sobre sua visão da música hoje, sobre produção musical, sobre a ligação da Internet e a música e sobre a escolha do Brasil para seu projeto. Durante a entrevista o celular do DJ tocou algumas vezes e o mais engraçado é que ele atendeu, o que rendeu boas risadas.

Fatboy revelou que tocaria algumas músicas compostas ou remixadas especialmente para o evento do Rio de Janeiro, sendo que uma foi composta em homenagem à cidade. Ele disse que esta música ele deve tocar apenas uma vez na vida. Quanto a seus principais “hits”, como o interestelar Praise You ele não disse se iria tocar ou não, mas disse que poderia não seguir sua tradição de não tocar seus próprios sucessos.

Fatboy Slim justificou a escolha de Marky e Patife por eles serem os DJs brasileiros mais conhecidos na Inglaterra. Quanto a suas escolhas para produção musical, revelou que seu sonho é produzir algo de Al Green, mas até hoje não obteve respostas do artista, que hoje é pastor.

Perguntado sobre seu set no Free Jazz em 2001 Fatboy Slim não considera que aquela tenha sido uma de suas melhores apresentações por estar muito cansado na hora do set. Ele tinha vindo direto da Argentina onde tinha tocado na noite anterior. Dormiu pouco e tocou muito tarde sendo que seu set acabou comprometido também pela boa apresentação de Jon Carter, antes dele. Fatboy disse que Jon Carter deu um banho nele aquela noite (“he beat my ass that night”). Portanto essa é uma das razões pelas quais desta vez Fatboy Slim chegou com antecedência no Rio, para poder relaxar e estar bem na hora do evento.

O artista, que já foi de uma banda de pop-rock dos anos 80, os Housemartins, disse que continua trabalhando com música pop. No ano passado fez um trabalho com o Blur, mas que o rock não é exatamente o tipo de música que ele faz.

Ele acha que a música dance não está passando por um bom momento, musicalmente falando, mas as pessoas sempre vão querer dançar e elas não vão deixar de ir a festas porque as músicas não são tão boas. As pessoas sempre irão dançar e ir a festas, portanto mesmo que a música eletrônica esteja passando por um momento ruim, a música dance sempre terá seu lugar.

Quanto ao Big Beat, estilo pelo qual ficou conhecido, Fatboy acha que o movimento acabou e que as pessoas estão esperando que aconteça um próximo movimento como este.

Quanto a novos artistas, ele confessou não passar mais horas a fio nas lojas de disco também porque ele recebe muita coisa diretamente dos selos e gravadoras. Ele disse também que não tem um computador e que não utiliza muito a internet, contradizendo-se em seguida contando que na verdade tem ainda um computador Atari ST, popular nos anos 80 e 90, onde fez suas primeiras produções musicais. Ele disse que não tem computador porque acha que ficaria muito tempo baixando músicas. Ele considera o download de música na Inernet o futuro da música e que as gravadoras se atrasaram nesse processo.

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