A maldição do lacinho

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Marcelo De Gang descasca contra a pseudo fofura da roupa básica

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Marcelo De Gang descasca contra a pseudo fofura

“Se você não se veste bem todos os dias de sua vida, jamais estará bem vestida no sábado à noite”
(Diana Vreeland)

Dedicado a  turma do brilho fácil.

Já fiz bodas de prata criando moda de luxo e uma das coisas que mais me cansa nestes anos todos de estilismo é tentar explicar que em ocasiões especiais as pessoas podem melhorar sua aparência usando maquiagem mais caprichada, acessórios mais elaborados e vistosos e principalmente, exagerar no personagem “estou de bem comigo mesmo”. A coisa mais irritante de se ouvir hoje em dia é o “eu sou básica”. A forma como é dita fica tão enaltecida, que sempre fico aguardando um pipocar de morteiros ou pelo menos um estalinho daqueles típicos de festas juninas, tamanho a ênfase do “eu sou básica”. Tá legal, o básico é bacana, pratico e simples, mas usar este texto como desculpa para estar eternamente zero à esquerda é um cu. A gente sai na rua e vê uma população inteira mal ajambrada e sempre achando que está no hit da moda, mesmo sendo este modismo no estilo bunda (todo mundo tem uma). O pior é quando estamos em locais especiais em momentos raros e únicos na vida, e vemos gente fazendo o modelito basicão de domingão na pracinha ou quem sabe o basicasso de academia, tamanho o excesso de malhas e corpos espremidos.

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