PM paulista deve sugerir ao Ministério Público Estadual o fim da Parada da AME nas ruas da cidade

Segundo notícias publicadas nos jornais paulistas Folha de São Paulo e Agora, a Polícia Militar do Estado de São Paulo irá sugerir ao Ministério Público Estadual que adote medidas para proibir que a Parada da AME venha a ser realizada nas ruas da cidade. Ainda segundo os jornais o comando da PM nega, no entanto, que a decisão esteja vinculada ao incidente que resultou na morte do estudante Gutemberg Clarindo Oliveira, de 16 anos, que morreu afogado no lago do parque do Ibirapuera no domingo à noite.

Gutemberg participou com amigos da Parada AME São Paulo (Associação dos Amigos da Música Eletrônica), realizada no domingo, 26 de outubro, em torno do Monumento às Bandeiras, em frente ao Parque do Ibirapuera e à Assembléia Legislativa. O corpo do menino foi encontrado por bombeiros à 1h29min de segunda-feira, a cerca de dois metros de profundidade e três metros de distância da margem do lago. O Corpo de Bombeiros foi acionado do desaparecimento do estudante às 21h09min.

As estimativas são de que 170 mil pessoas participaram do evento, que envolveu 16 trios elétricos. A parada aconteceu entre meio-dia e 20 horas sob forte calor. As águas poluídas do lago do Ibirapuera serviram como uma piscina para refrescar vários jovens que deram muito trabalho à Guarda Civil Metropolitana que tentou, em vão, impedir que os jovens se jogassem nas águas impróprias do lago do Ibirapuera.

Segundo amigos da vítima, que também entraram no lago, Gutemberg Oliveira não sabia nadar bem e havia tomado apenas água o dia todo. Em pouco tempo o rapaz se afastou da margem do lago e sumiu.

O tenente-coronel Pércio Cordeiro, comandante do 12º Batalhão da PM e responsável pela área do Ibirapuera, disse à Folha de São Paulo que em seu relatório sobre a parada iria pedir a proibição do evento no local onde foi realizada. Cordeiro declarou achar o lugar inadequado para a realização do evento, mas sua decisão não está diretamente ligada à morte do estudante, ressaltando ainda o excesso de bebida alcoólica como um dos maiores problemas enfrentados pela polícia, excesso que resultou em brigas, lesões corporais e casos de coma alcoólico. O tenente-coronel ressaltou não ter constatado a presença de nenhum fiscal da prefeitura para proibir a ação dos ambulantes.

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