For the Love of God


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A imagem que você vê acima chama-se For the Love of God e faz parte de uma das maiores exibições do trabalho de Damien Hirst até hoje. A mostra fica em cartaz até 7 de julho em dois espaços distintos: na galeria White Cube, em Hoxton e na galeria White Cube de Mason’s Yard. For the Love of God é realmente o ápice da exposição e está em Mason’s Yard. Ao todo são 8.602 diamantes que pesam juntos 1.106,18 quilates, todos encrustados numa caveira humana de platina. É a vitória sobre a decadência, que Hirst mostra no decorrer de toda a exposição. Os temas fundamentais da existência continuam em pauta na obra de Damien Hirst. Em outro momento da exposição ele mostra as Birth Paintings, obras realizadas sobre imagens da operação cesariana realizada no nascimento de seu filho, Cyrus. Já as obras Biopsy Paintings são baseadas em imagens de biópsias com diferentes formas de câncer. As estátuas com formol, marca registrada de Hirst, também marcam presença na exposição da White Cube. Um tubarão cortado no meio, mas de forma longitudinal, tem suas partes exibidas num tanque de formol. O tubarão foi dissecado de forma que se pode andar por dentro do animal. Damien Hirst, o artista contemporâneo britânico de mais visibilidade hoje, nasceu em 1965 em Bristol e hoje vive em Londres e Devon. Conhecido como o maior nome do movimento YBA – Young British Artists, ele dominou a cena artística britânica nos anos 90. É dele a infame obra do tubarão embalsamado (The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living) e a morte é tema recorrente em sua obra. Este mês Damien Hirst se tornou um dos artistas vivos cuja obra é das mais caras. Num leilão da Sotheby’s recente sua obra Lullaby Spring foi vendida por 9.6 milhões de libras (cerca de 18 milhões de dólares). Nos anos 90 sua carreira esteve fortemente conectada com a do colecionador Charles Saatchi que ajudou a catapultar Hirst para os bastiões da arte atual. A relação azedou por conta de uma retrospectiva realizada na Saatchi Gallery recém aberta, em 2003. O ponto de discórdia foi a exibição de um carro Mini Cooper que havia sido decorado por Damien Hirst para caridade e estava sendo mostrado como uma obra de arte séria, no meio da retrospectiva.

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