Bruno Monnerat conversa com Beroshima

Bitsmag

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Bruno Monnerat conversa com Beroshima

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Por: Bruno Monnerat

Beroshima lança no Brasil o álbum “The Catastrophe Ballet”. O DJ fez um elogiado live P.A. no sábado, dia 31, no Rio de Janeiro, na boate Dama de Ferro, apresentando pela primeira vez no Brasil seu último trabalho. O disco foi lançado em fevereiro desse ano lá fora e chega ao Brasil através de uma parceria da Ampgalaxy Records, com a Smartbiz Trax e a Lado Z.

A ocasião foi bastante especial. Além de Beroshima, codinome do
alemão Frank Müller, apresentaram-se também os DJ’s brasileiros Schild
e Maurício Lopes. Os três ganharam o público, que manteve a pista
lotada até de manhã.

O Iron Niples, projeto da dupla brasileira, lançará pelo selo de
Frank, Müller Records, um single com três faixas, entitulado
“Partycrasher”. Esse single não estará disponível no mercado brasileiro,
mas poderá ser comprado on-line.

Aproveitando a ocasião fizemos uma pequena entrevista com o DJ e
produtor Frank Müller, que adora o Brasil e admira o trabalho de
vários de nossos DJ’s . Quem quiser conferir seu set, pode ver sua
apresentação hoje, no Ampgalaxy, em São Paulo.

Bitsmag – Os computadores de hoje são capazes de fazer o mesmo que os
sintetizadores de hardware fazem?

Frank Müller – Sim, de certa forma. As vezes é mais fácil, economiza
tempo e dinheiro. No resultado do trabalho faz diferença, mas muitas
vezes você toca num clube aonde o som é ruim e essa diferença não é
nem mesmo notada pelo público.

Bitsmag – Como você classificaria o seu som?

Frank Müller – Como Techno, talvez como "Rock Techno" (risos…)

Bitsmag – O que você acha da classificação da música eletrônica?

Frank Müller – Quando você vai numa loja, você precisa saber o que pedir ao
vendedor, mas para mim tudo se resume a techno.

Bitsmag – Quando começou o Beroshima e de onde surgiu o nome?

Frank Müller – Começou em 92/93, eu estava procurando uma nova sonoridade.
Quanto ao nome, "Ber" vem de Berlim e "oshima" significa ilha em
japonês e Berlim era uma ótima "ilha" antes da reunificação.

Bitsmag – O que você diria do novo disco, como você o definiria?

Frank Müller – Eu acho que é o melhor trabalho que já fiz até hoje,
provavelmente. É completamente diferente, porque não é o techno
típico. A produção foi diferente e nós tivemos mais tempo para
masterizar. Além disso, a estrutura desse disco é baseada em músicas,
composições, ao invés de faixas.

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